Crise, uma boa época de lucrar!




Por Lucas Tomas
Em primeiro plano quando falamos em crise, imaginamos uma rutura no equilíbrio financeiro, gerando queda no consumo, alteração nos preços e depreciação dos valores circulantes. Mas para vários setores, o termo ‘crise’ (crise financeira; crise na saúde publica ou crise internacional) pode ser considerado um ótimo momento para maximizar os lucros.

Enquanto todos escrevem sobre a grande crise que assombra a economia mundial, os poderosos industriais, companhias de petróleo e os banqueiros (e principalmente eles), caminham sorrateiramente para lucros históricos. Contrariando relatórios dos progressistas segundo dados do Financial Time, na realidade os lucros das grandes empresas aumentaram mais que antes da grande recessão de 2008. Na matéria o jornal americano afirma que o acréscimo dos lucros dessas grandes corporações se deve diretamente ao agravamento do poder de compra da classe trabalhadora e competitividade das pequenas e médias empresas.

Analisando o mercado internacional (principalmente o Norte Americano), quando a recessão atingiu o seu auge eliminou milhões de postos de trabalho (um a cada quatro funcionários perdeu seu emprego), e as grandes empresas mantiveram o nível de produção com um menor número de empregados (maior produção por trabalhador), reduzindo custos e passando para a classe trabalhadora grande parte dos encargos sociais. O resultado fica claro, mesmo com o consumo médio caindo os lucros se tornam maiores. E os astutos diretores dessas companhias ainda tinha um trunfo, usar como argumento a crise financeira para não precisar dividir os lucros com a grade funcional.

Mas é pertinente resaltar que basicamente só as grandes Corporações conseguiram essa manobra contra a recessão. Os pequenos e médios foram os principais atingidos, tendo perdas reais e brutais, sendo para alguns fatais, levando a falência.

Outro fato degradante para a população...  Vários empresários enxergam uma oportunidade de negócio em conflitos internacionais. Guerras são ótimos momentos de lucrar, exemplo mais recente e com muito conteúdo para debate, é a Guerra EUA versus Iraque. A guerra custa incríveis US$ 2.053 por segundo, tendo grande parte das atividades militares sendo terceirizadas ou subcontratadas. Alguns se referem a guerra do Iraque como a primeira guerra “Privatizada” da história, se tornando um grande negocio para escrupulosos empreendedores.

Acredito que a ética é a melhor forma de assegurar a sobrevivência, reputação e os bons resultados de uma empresa. Alguns preferem agir sem escrúpulos e lucrar com a fragilidade da economia ou com o povo de um país sofrido, causando desemprego ou até mortes. As grandes corporações devem abolir a cultura social de fachada e realmente restaurar valores humanitários em suas ações, assim não terão apenas lucro financeiro mais conquistarão algo muito mais valioso... Respeito Moral!