Por Lucas Silva
Vários ministros do atual governo da presidente Dilma Rousseff foram
caçados, ‘inacreditavelmente’ acusados de corrupção, desvios de verbas ou
trafico de influência. Fatos raros de vermos em uma gestão publica brasileira,
não é?
Pois bem, em todos esses casos a chamada “Grande Mídia” fez valer sua
missão, publicou e denunciou, causou apelo popular e a oposição pegou pesado.
Ótimo, é assim que deve ser, criminosos e pessoas que agem de má fé serem
julgados, e sofrerem as consequências pertinentes aos erros.
Nas situações citadas, as denuncias partiram de fontes sem respaldos
documentais que mesmo assim foram consideradas confiáveis, as investigações
seguiram e os acusados condenados, justo! Mas uma questão surge. Por que um livro denunciatório
com cerca de 120 documentos comprovando diversas fraudes ligadas a vários
Psdbistas, ser considerado uma fonte não confiável, sendo sumariamente ignorado
pelas mídias? As principais acusações
vão de contas bancarias em paraísos fiscais à lavagem de dinheiro, estou
falando do polêmico lançamento “A privataria tucana” do escritor investigativo
Amaury Ribeiro Jr., que poderá ser considerado um marco, que divide a censura
feita pelos poderosos meios de mídia em relação à circulação livres nas redes
sociais.
Essa é uma questão pertinente que deve ser analisada, pois todos sabem que
as grandes agências de noticias modulam as manchetes, assim criando em muitas
vezes distorção dos fatos. Mas chega ser revoltante, quando o maior ibope da
televisão é para um reality show desgastado, enquanto denuncias sérias sobre um
ex-presidente e o possível candidato a esse cargo estão no ar.
Não apenas no Brasil, mas a mídia mundial sofre, agoniza e está
perdendo os reais valores do jornalismo investigativo. Os poucos profissionais
que ainda são íntegros de publicar a verdade nua e crua são censurados, como no
caso das sumarias demissões de dois consagrados jornalistas da TV Cultura, ou
na prisão do fundador do site Wikileaks. Até pouco tempo atrás a população estava
à mercê das decisões dos editores do que é ou não noticia, mas com as redes
sociais os fatos ganham uma sobrevida para chegar ao conhecimento da população.
Este é um ponto importante, a população. Pois em sua maioria não se da
conta que é a maior detentora do poder publico, seja com seus votos nas urnas
ou com manifestações publicas, para assim construir um país integro. A história
comprova que a população consegue mudar sua realidade, e temos muitos exemplos
do poder do povo, como o movimento das Diretas Já ou mais recentemente no Egito
com a queda do regime ditatório militar.
Acredito que está havendo uma perda de valores! Lembro-me de quando
era criança e meu avô me dizia o que era certo ou errado; Lembro-me dos puxões de
orelha que minha mãe me dava quando não a respeitava ou por fazer algo errado.
Hoje as coisas são diferentes, os pais cobram que os filhos cheguem cedo em
casa, mas não estão lá para recebe-los. Culpa de um mundo globalizado em que as
pessoas não se preocupam com o que realmente importa. E o que realmente
importa? Pra mim o que importa é viver em uma sociedade em que a minha
confiança não é posta a prova, em que o imposto que eu pago para a saúde ajude
um doente na fila do SUS, ao invés de vê-lo viajar nas malas e cuecas de
pessoas que estão servindo aos interesses da população.
Devemos largar o peleguismo e começar a olhar com olhos críticos o que
nossos representantes fazem para nosso País. Lembre-se assim como o seu chefe
cobra por um trabalho bem feito, a população também tem esse direito em relação
ao governo.

Muito bem colocado e, eu não poderia gostar mais!O livro em questão não ficou e nem ficará em voga. Pois a sigla envolvida não é o PT dos sindicalistas, do Mensalão, do partido que há mais de oito anos comanda o comboio chamado Brasil. O dono da maracutaia é o PSDB dos intelectuais! O jornalismo que hoje se pratica no Brasil não é informação. É secundarização das notícias, em função de interesses politico-partidários. E nesse contexto, a Partidocracia fica em evidência.
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