01/02/2012

Rescaldo das urnas e a ‘ética’ da mídia nacional!




Por Lucas Silva
Vários ministros do atual governo da presidente Dilma Rousseff foram caçados, ‘inacreditavelmente’ acusados de corrupção, desvios de verbas ou trafico de influência. Fatos raros de vermos em uma gestão publica brasileira, não é?

Pois bem, em todos esses casos a chamada “Grande Mídia” fez valer sua missão, publicou e denunciou, causou apelo popular e a oposição pegou pesado. Ótimo, é assim que deve ser, criminosos e pessoas que agem de má fé serem julgados, e sofrerem as consequências pertinentes aos erros.

Nas situações citadas, as denuncias partiram de fontes sem respaldos documentais que mesmo assim foram consideradas confiáveis, as investigações seguiram e os acusados condenados, justo!  Mas uma questão surge. Por que um livro denunciatório com cerca de 120 documentos comprovando diversas fraudes ligadas a vários Psdbistas, ser considerado uma fonte não confiável, sendo sumariamente ignorado pelas mídias?  As principais acusações vão de contas bancarias em paraísos fiscais à lavagem de dinheiro, estou falando do polêmico lançamento “A privataria tucana” do escritor investigativo Amaury Ribeiro Jr., que poderá ser considerado um marco, que divide a censura feita pelos poderosos meios de mídia em relação à circulação livres nas redes sociais.

Essa é uma questão pertinente que deve ser analisada, pois todos sabem que as grandes agências de noticias modulam as manchetes, assim criando em muitas vezes distorção dos fatos. Mas chega ser revoltante, quando o maior ibope da televisão é para um reality show desgastado, enquanto denuncias sérias sobre um ex-presidente e o possível candidato a esse cargo estão no ar.

Não apenas no Brasil, mas a mídia mundial sofre, agoniza e está perdendo os reais valores do jornalismo investigativo. Os poucos profissionais que ainda são íntegros de publicar a verdade nua e crua são censurados, como no caso das sumarias demissões de dois consagrados jornalistas da TV Cultura, ou na prisão do fundador do site Wikileaks. Até pouco tempo atrás a população estava à mercê das decisões dos editores do que é ou não noticia, mas com as redes sociais os fatos ganham uma sobrevida para chegar ao conhecimento da população.

Este é um ponto importante, a população. Pois em sua maioria não se da conta que é a maior detentora do poder publico, seja com seus votos nas urnas ou com manifestações publicas, para assim construir um país integro. A história comprova que a população consegue mudar sua realidade, e temos muitos exemplos do poder do povo, como o movimento das Diretas Já ou mais recentemente no Egito com a queda do regime ditatório militar.

Acredito que está havendo uma perda de valores! Lembro-me de quando era criança e meu avô me dizia o que era certo ou errado; Lembro-me dos puxões de orelha que minha mãe me dava quando não a respeitava ou por fazer algo errado. Hoje as coisas são diferentes, os pais cobram que os filhos cheguem cedo em casa, mas não estão lá para recebe-los. Culpa de um mundo globalizado em que as pessoas não se preocupam com o que realmente importa. E o que realmente importa? Pra mim o que importa é viver em uma sociedade em que a minha confiança não é posta a prova, em que o imposto que eu pago para a saúde ajude um doente na fila do SUS, ao invés de vê-lo viajar nas malas e cuecas de pessoas que estão servindo aos interesses da população.

Devemos largar o peleguismo e começar a olhar com olhos críticos o que nossos representantes fazem para nosso País. Lembre-se assim como o seu chefe cobra por um trabalho bem feito, a população também tem esse direito em relação ao governo.

1 comentários:

  1. Muito bem colocado e, eu não poderia gostar mais!O livro em questão não ficou e nem ficará em voga. Pois a sigla envolvida não é o PT dos sindicalistas, do Mensalão, do partido que há mais de oito anos comanda o comboio chamado Brasil. O dono da maracutaia é o PSDB dos intelectuais! O jornalismo que hoje se pratica no Brasil não é informação. É secundarização das notícias, em função de interesses politico-partidários. E nesse contexto, a Partidocracia fica em evidência.

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"Se discordas de mim, tu me enriqueces" (Hélder Câmara).
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Por Lucas Silva
Vários ministros do atual governo da presidente Dilma Rousseff foram caçados, ‘inacreditavelmente’ acusados de corrupção, desvios de verbas ou trafico de influência. Fatos raros de vermos em uma gestão publica brasileira, não é?

Pois bem, em todos esses casos a chamada “Grande Mídia” fez valer sua missão, publicou e denunciou, causou apelo popular e a oposição pegou pesado. Ótimo, é assim que deve ser, criminosos e pessoas que agem de má fé serem julgados, e sofrerem as consequências pertinentes aos erros.

Nas situações citadas, as denuncias partiram de fontes sem respaldos documentais que mesmo assim foram consideradas confiáveis, as investigações seguiram e os acusados condenados, justo!  Mas uma questão surge. Por que um livro denunciatório com cerca de 120 documentos comprovando diversas fraudes ligadas a vários Psdbistas, ser considerado uma fonte não confiável, sendo sumariamente ignorado pelas mídias?  As principais acusações vão de contas bancarias em paraísos fiscais à lavagem de dinheiro, estou falando do polêmico lançamento “A privataria tucana” do escritor investigativo Amaury Ribeiro Jr., que poderá ser considerado um marco, que divide a censura feita pelos poderosos meios de mídia em relação à circulação livres nas redes sociais.

Essa é uma questão pertinente que deve ser analisada, pois todos sabem que as grandes agências de noticias modulam as manchetes, assim criando em muitas vezes distorção dos fatos. Mas chega ser revoltante, quando o maior ibope da televisão é para um reality show desgastado, enquanto denuncias sérias sobre um ex-presidente e o possível candidato a esse cargo estão no ar.

Não apenas no Brasil, mas a mídia mundial sofre, agoniza e está perdendo os reais valores do jornalismo investigativo. Os poucos profissionais que ainda são íntegros de publicar a verdade nua e crua são censurados, como no caso das sumarias demissões de dois consagrados jornalistas da TV Cultura, ou na prisão do fundador do site Wikileaks. Até pouco tempo atrás a população estava à mercê das decisões dos editores do que é ou não noticia, mas com as redes sociais os fatos ganham uma sobrevida para chegar ao conhecimento da população.

Este é um ponto importante, a população. Pois em sua maioria não se da conta que é a maior detentora do poder publico, seja com seus votos nas urnas ou com manifestações publicas, para assim construir um país integro. A história comprova que a população consegue mudar sua realidade, e temos muitos exemplos do poder do povo, como o movimento das Diretas Já ou mais recentemente no Egito com a queda do regime ditatório militar.

Acredito que está havendo uma perda de valores! Lembro-me de quando era criança e meu avô me dizia o que era certo ou errado; Lembro-me dos puxões de orelha que minha mãe me dava quando não a respeitava ou por fazer algo errado. Hoje as coisas são diferentes, os pais cobram que os filhos cheguem cedo em casa, mas não estão lá para recebe-los. Culpa de um mundo globalizado em que as pessoas não se preocupam com o que realmente importa. E o que realmente importa? Pra mim o que importa é viver em uma sociedade em que a minha confiança não é posta a prova, em que o imposto que eu pago para a saúde ajude um doente na fila do SUS, ao invés de vê-lo viajar nas malas e cuecas de pessoas que estão servindo aos interesses da população.

Devemos largar o peleguismo e começar a olhar com olhos críticos o que nossos representantes fazem para nosso País. Lembre-se assim como o seu chefe cobra por um trabalho bem feito, a população também tem esse direito em relação ao governo.

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  1. Muito bem colocado e, eu não poderia gostar mais!O livro em questão não ficou e nem ficará em voga. Pois a sigla envolvida não é o PT dos sindicalistas, do Mensalão, do partido que há mais de oito anos comanda o comboio chamado Brasil. O dono da maracutaia é o PSDB dos intelectuais! O jornalismo que hoje se pratica no Brasil não é informação. É secundarização das notícias, em função de interesses politico-partidários. E nesse contexto, a Partidocracia fica em evidência.

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"Se discordas de mim, tu me enriqueces" (Hélder Câmara).
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