Controle de gastos? Onde deve ser feito?




Por Lucas Tomas
Recentemente ao ver uma declaração polêmica do Senador Álvaro Dias (PSDB/PR), onde criticava o crescimento do PIB brasileiro, passei a atentar-me às medidas do Governo Federal com o objetivo de ‘proteger’ nossa economia. Em janeiro foi anunciada uma grande redução no orçamento geral de R$ 55 bilhões, sendo considerado pelo Ministro Guido Mantega como “ousado”, superando o corte realizado em 2011 de R$ 50 bilhões.

Notei que mesmo o Brasil tendo números na violência comparáveis ao confronto Israel e Palestina, o governo Dilma cortou pela metade as verbas destinadas à segurança. Notei que nossa população gasta mais com saúde do que o próprio governo, e mesmo assim foi anunciado um corte de R$ 5,7 bilhões neste setor. Notei que mesmo o governo anunciando tais medidas, nosso endividamento tem aumentado constantemente.

Entendo que após um período de grande recessão internacional, seja necessário que o governo tome medidas para controle de seus gastos, porém acredito ser injusto criar um déficit em setores chaves do desenvolvimento social, como: Saúde, segurança, ciência, tecnologia e educação, para alcançar a meta do superávit primário (ou reserva para juros) de R$ 140 bilhões, e deixar os gastos de custeio para governantes (que transborda) intactos.

O que torna as medidas governamentais irrisórias é o fato de há pouco tempo os bancos terem divulgado seus balanços anuais, onde ficou explicito os lucros históricos alcançados. Em 2011 houve cinco reajustes no recolhimento dos juros básicos, essa medida foi fundamental para estimular a especulação dos banqueiros, resultando em uma destinação de valores duas vezes maiores que os investidos na saúde para as instituições financeiras.

Vejo que nosso governo não entende o que realmente é prioridade, prefere manter a distribuição de salgadinho com uísque no Palácio do Planalto e a constante criação de cargos comissionados sem a devida importância. Assim quando as constas ‘incham’, para variar é cortado dos serviços essências da população, com isso vemos de forma clara, que nossa política mantém gastos desnecessários e moderam os fundamentais.

A velha campanha continua, será que o governo um dia vai governar para o povo?