Surge uma potência brasileira – Uma análise sobre a nova classe média




Por Lucas Tomas
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), nos últimos anos o Brasil vem melhorando o seu nível no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Embora ainda ocupe uma posição vergonhosa - 84º colocação com 0,718 pontos - para um país que possui a 6º maior economia do mundo, essa melhora lenta e constante pode ser atribuída a dois principais indicadores: expectativa de vida e renda nacional bruta maior. Vou focar essa matéria neste último indicador (aumento na renda nacional bruta), mais precisamente referente à nova classe média brasileira, que sofreu um aceleramento recente graças às políticas sociais realizadas pelos últimos governos.

A constatação da importância atribuída à nova classe média deve-se aos indicadores apresentados nos últimos anos, representado um aumento de 22,8% na parcela da população presente nesta faixa econômica entre 2004 e 2008, tornando os índices não apenas quantitativos, mas qualificam uma explosão do consumo nacional. Demonstrando aquisições históricas de bens e serviços antes carentes para a maioria da população.

A importância dessa classe é associada ao fato dela representar a imagem mais próxima da sociedade brasileira, demonstrando uma tendência à melhora nas condições sociais a nível geral, tendo uma redução na miséria nacional, transformando regiões antes discriminadas e castigadas pela pobreza como Norte e Nordeste em reais potências econômicas. Vemos um Brasil em franca evolução, saindo do grupo dos emergentes, ganhando formas de nação evoluída e figurando com respeito entre os “tremendões” da economia mundial. Devendo grande parte dessa evolução ao protagonismo da nova classe média.

Ao observamos essa evolução econômica (redução na desigualdade desde 2001 e da pobreza desde 2004), notamos que foram culminadas graças ao programa de transferência de renda oficial do governo, e pouco se devia aos avanços estruturais, tornando um crescimento não sustentável. Somente a partir de 2006 é que esse panorama começou a mudar, agora o que observamos é um Brasil gerador de renda através do trabalho, favorecendo cada vez mais a redução da carência social. Depois de duas décadas de avanços perdidas, a retomada do crescimento na ultima década torna-se um capítulo inédito na história brasileira.

Além do protagonismo da renda oriunda do trabalho e os investimentos governamentais, precisamos incluir nessa análise o contexto internacional. Diferente de boa parte do mundo que mergulha em uma densa recessão, o Brasil segundo agências de notícias internacionais é a bola da vez, não para crise, mas de oportunidades. Nossa realidade econômica está transbordando em um sentimento de prosperidade, observamos de camarote o mundo experimentar elementos que até pouco tempo figurava no epicentro da nossa economia, e pela primeira vez em mais de trinta anos ao pronunciarmos a palavra “crise” não estamos falando do Brasil.

Certamente ainda temos muito que melhorar, tornando essa margem fundamental para que a expansão econômica ocorra de forma sustentável, porém temos que estar ligados, toda essa responsabilidade exige uma política séria e interesse da população em fiscalizar. Vamos colocar em pratica o famoso slogan “Brasil, um país de todos”, e participar de forma ativa. Estamos melhorando, porém podemos muito mais!