O capitalismo do pós-guerra – Uma breve analise de 45 até 90




Por Lucas Tomas
A segunda grande guerra teve a duração de 6 anos, porém suas consequências valeram por décadas de mudanças. Houve descolonização da África e Ásia, antagonização do mundo em blocos distintos (EUA e URSS, período conhecido como guerra fria – 1947 a 1991), polos decisórios descentralizados e a expansão do capitalismo em todo o mundo.

Analisando a questão do capital, os 25 anos subsequentes ao término da guerra, representaram um alto crescimento econômico, alavancando o rendimento real e o consumo de bens (principalmente depois da declaração de Victor Lebow), tornando essas circunstancias inéditas na história do capitalismo.

O período feliz terminou já na década de 70, tendo níveis gerais de crescimento menor, crises cíclicas, poucos aumentos salariais – quando houveram – e níveis altos no desemprego. Sendo observado o inicio das dificuldades dos países mais desenvolvidos em acumular riquezas.

Essa crise foi à consequência do poder do trabalho, que nessa altura era muito forte nas principais regiões capitalistas (Europa e América do Norte). O resultado foi um grande peso referente aos valores salariais; os sindicatos estavam bem organizados e tinham grande poder sobre o estado em períodos eleitorais. Mas isso é um problema para o capital.

Por isso, tiveram que disciplinar o trabalho, e fizeram-no de várias formas. Principalmente através da abertura nas economias nacionais para à competição mundial. Disponibilizando acesso aos recursos à oferta de trabalho em qualquer parte do mundo, culminando na aparição de uma nova potência mundial... Entra em cena a China! Este período passa a ser marcado pelo enorme crescimento no sistema financeiro, também chamado de financeirização, fenômeno responsável pela intensificação das crises.

Neste momento o capital ganhou o poder de deslocar-se para onde quisesse, com muita oferta de mão de obra, tornando-a de baixo valor. Posteriormente essa questão gerou um problema no rendimento social, culminando na diminuição da procura por bens e serviços (como é obvio o salário é essencial para o consumo dos produtos agregados, que por sua vez é um elemento no fluxo circular da renda). A solução encontrada para reestimular o consumo foi à liberação crédito a todos (para a alegria/tormento dos consumistas).

Assim tivemos a invenção da economia ou sistema de crédito, que ganhou força e rápida expansão nos anos 80 e 90. Com a missão de preencher o déficit no consumo gerado entre o que os trabalhadores ganhavam e consumiam, o credito tornou-se ao longo dos anos uma ferramenta privada para a extorsão pública, pois sua aparente funcionalidade é perigosa quando são observadas as taxas e juros que o corresponde. Mas, analisando o contexto geral o crédito foi a solução contra a crise dos anos 70, porém gerou outras crises ao longo dos anos.